quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Anexo 13 - Certeza

Eu queria muito que ele tivesse lido aquele Livro. Mas talvez ele tenha medo do que poderia encontrar dentro dele, sei lá. É que eu não sei escrever daquele jeito. Sabe o que eu descobri? Que eu não sei escrever cartas. É, não sei [mais] escrever cartas. Talvez em uma carta eu pudesse escrever tudo o que sinto. Toda aquela sinceridade descarada e absurda, mascarada de sentimentos intensos.

Gente, como é que eu deixei esse homem escapar? Eu deveria ter prendido ele com as minhas pernas! Isso, ter dado uma chave de pernas nele! É que eu não posso explicar nada. Mas eu fui embora né? De tão louca que eu sou. “É... eu vou indo porque não dá mais pra mim” simples assim? Que nada, eu fui embora morrendo de dor, nunca chorei tanto... Sabe aqueles momentos de insanidade, que tudo o que você diz acaba dizendo pra evitar dizer coisas mais contundentes?

Eu acho... não! Recomeçando: Eu tenho certeza que eu fui embora para não dizer “a frase que eu nunca fiz”. Tá vendo, eu não consigo ser sincera e dizer! Digo em meias palavras, digo em ações que ele nem sabe que as tenho, ou seja, digo com a minha Fidelidade.

É que eu complexamente não posso chegar e dizer: “Acabou o Amor”. Não posso. Eu não posso dizer “eu não te Amo mais” porque isso é mentir descaradamente. Não quero essa sinceridade mascarada. Pior, eu não quero ser amada por outra pessoa, e descobrir isso foi uma coisa... tão estranha. De repente, sério, de repente mesmo, ao vê-lo tudo fazia sentido... tudo se encaixava. É o maldito Referencial. É a maldita Certeza.

Como é que eu fiz aquilo? Como é que eu fiz tudo isso? Mas eu sabia, sabia que não era pra ter ido naquele encontro. Sabia que não daria certo. E se eu pudesse mudar tudo? Eu não digo que sou boazinha não, mas eu errei tentando acertar. Mentira de novo! Eu errei tantas vezes com ele passando as coisas na cara, demonstrando as minhas cicatrizes, os erros dele. Eu errei porque não sei ficar calada. Porque não consigo me trair tanto assim.

E não nego, que o silêncio dele me tira do sério, ai que raiva! Eu falando, falando... para o nada. Quantas vezes? E os e-mails sem resposta, onde eles foram parar?
Eu? Eu não falei nada. Sofro por querer um Homem que tem medo. É... ele tem medo: de demonstrar o que sente.
Mas ele me conhece. Sabe cada detalhezinho comprometedor meu. E vive a dizer que eu o “conheço muito bem”. Se eu o conhecesse, esse texto não faria sentido algum, tudo o que escrevi não faria sentido algum. Quem disse que eu quero conhecê-lo? Eu quero que ele me queira e ponto.

Eu sei que vou te... por um longo tempo ainda, eu suspeito. Eu suspiro.

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