segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um Anexo Qualquer

Sabe do que tenho medo hoje? De não sentir falta amanhã.
De tudo se apagar de repente em minha memória e nada
mais fazer sentido de ter sido vivido agora.
Eu tenho medo de mim, na verdade. Do que posso fazer
com o que sinto...
É um lirismo que vem não sei de onde, que não cabe em
lugar algum, e eu me sinto como que forçando-o a existir.
[eu sei mesmo o que estou dizendo?]
Talvez Nietzsche tenha razão; E eu estou cansada dessa
razão que ele tem. O problema é que eu vivo cansada!
Rá.
"Seria muito bom brindarmos qualquer coisa e ler sua voz olhando nos olhos"
Ontem ler isso fez um sentido extremo, hoje... nenhum.
[cri, cri, cri ...]

Queria falar coisas interessantes, inteligentes, reflexivas.
[saco!]
Queria nada! Gostaria mesmo era de viver meus sonhos,
que não me deixam acordar ou dormir, afinal, estão em todo
canto. Isso está me consumindo.

Como escrevi naquela caminhada na orla:
Tudo poderia ter sido simples como uma caminhada na praia.
Mas agora já era!

Eu queria que já fosse tudo, mas há sempre esse fiozinho
de alguma coisa que ninguém se dá ao trabalho inútil porém
necessário, de definir.

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